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O Mercosul e Israel
Os países membros do Mercosul e Israel estão negociando um acordo,
mais político do que comercial, já que o comércio entre o Mercosul e
Israel é ínfimo.
Como se não bastasse, Israel, com o apoio do governo Bush e sob o
pretexto de resgatar três soldados seqüestrados, lançou uma sangrenta
ofensiva contra os palestinos e libaneses, ocasionando a morte de
centenas de civis e, inclusive, de crianças brasileiras. (VOCÊ
SABIA DISTO?) isso é imprensa amordaçada
Apenas para refrescar a memória, deve-se lembrar que os nazistas
também tinham por princípio matar dezenas de civis para cada nazista
morto. O que Israel pretende é depor o governo palestino do Hamas
e, para tanto, sacrifica vidas inocentes, usando de seu poderio bélico.
Apoiado por seus aliados.
Além de assassinar diversas lideranças ligadas ao Hamas, despeja
bombas no sul do Líbano, destrói vidas e a infraestrutura do país,
como pontes, escolas, centrais elétricas, casas e rodovias. Deseja que
a Palestina seja um Estado subalterno aos seus interesses e destrói,
impiedosamente, o país vizinho.
A Palestina já é hoje um país sem infra- estrutura, sem dinheiro, remédios
e com atendimento precário em hospitais. Diversos países árabes,
subjugados pelos Estados Unidos, viram as costas para os palestinos.
Devemos condenar veementemente qualquer Estado que viole direitos
humanos e, diante deste quadro, o Mercosul deve suspender qualquer
negociação com o Estado de Israel até que este deixe de lado o uso da
força bélica para massacrar civis e discriminar povos.
Possivelmente, a maioria dos israelenses não compactua com este estado
de coisas e deseja viver em paz.
Declaração -
NÃO ao TLC entre o Mercosul e o Estado de Israel
Os Movimentos Sociais, organizações, redes e demais entidades, vem por
meio desta, se pronunciar ativamente contra
o Acordo Marco de Comércio entre o Mercosul e o Estado de Israel, que
os chanceleres da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinaram
em Montevidéu no dia 8 de dezembro passado.
Pelas mesmas razões que nos opusemos a ALCA e aos tratados de livre comércio
entre Europa e Mercosul, denunciamos hoje este Acordo que estabelece
“a criação de uma Área de Livre Comércio” entre os cinco países
mencionados, assim como o compromisso “com os princípios da Organização
Mundial de Comercio (OMC)”. Denunciamos também que o Acordo fala,
entre outros temas, de promover a expansão e a diversificação, entre
os países envolvidos, do comércio de serviços “em conformidade com
o Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços (GATS) da OMC”.
Nós povos das Américas, que há vários anos viemos lutando contra o
neoliberalismo e a chamada “liberalização do comércio”, sabemos
que as regras da OMC são utilizadas para defender os interesses das
grandes corporações transnacionais, que seus princípios representam
um perigo para os direitos dos povos e a soberania de nossos países. E,
neste caso, nos preocupa particularmente que o Acordo firmado pelos
chanceleres inclua o comércio de serviços no marco do GATS, o qual
assegura a abertura da área de serviços (água, educação, saúde,
entre outros) às empresas estrangeiras. Isto é uma ameaça real para a
garantia dos direitos fundamentais que devem ser responsabilidade
intransferível dos estados nacionais.
Preocupa-nos também que se assine este tratado com Israel, um dos
principais aliados dos Estados Unidos em sua política de guerra e
militarização. Um Estado que ocupa militarmente territórios
palestinos, que constrói um “Muro do Apartheid” no interior do
Território palestino, e neste momento é protagonista de uma virtual
declaração de guerra contra a Autoridade Palestina legalmente constituída;
um Estado que agride brutalmente a população de Gaza e descumpre as
Resoluções da ONU sobre o Oriente Médio. E que, nos últimos anos,
descumpre a decisão da Corte Internacional de Justiça de 9 de julho de
2004 que exige de Israel a paralisação das obras e a demolição do
Muro. Recordamos também que a Corte recomendou aos demais Estados que não
reconheçam nem cooperem com nenhum tipo de ação que favoreça o
prolongamento da situação criada pelo Muro e pela ocupação
israelense dos territórios palestinos.
Portanto, denunciamos o Acordo Marco assinado pelos chanceleres e
exigimos que os Presidentes e Parlamentos dos países do Mercosul NÃO
ratifiquem este Tratado de Livre Comércio com o Estado de Israel que,
segundo algumas fontes, poderia ser subscrito em Córdoba, no dia 20 de
julho por ocasião da próxima Cúpula do Mercosul.
Subscrevem:
Campanha Brasileira Contra a ALCA e OMC
Cáritas Brasileira
Via Campesina (MST, MPA, MAB, MMC, PJR, CPT)
IBRADES
REBRIP
Rede Jubileu Sul/Brasil
PACS – Instituto de Políticas Alternativas para o Conesul
Secretaria Nacional do Grito dos/a Excluídos/as
Pastorais da Juventude do Brasil
Pastoral da Juventude do Meio Popular
Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo
Comitê Estadual de Luta Contra a ALCA/SP
Núcleo Caifazes
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
CONAM – Confederação Nacional de Associações de Moradores
Rede Brasileira de Ecossocialismo
Associação Alternativa Terra Azul
Sindicato dos Professores de Nova Friburgo e Região
Grito dos Excluídos Continental
Círculo Bolivariano Leonel Brizola
CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço
União Nacional dos Estudantes
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
Associação Nacional dos Pós-Graduandos
União Brasileira de Mulheres
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multinacionais
Frei Betto - escritor
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